A General Motors, ao completar 100 anos, aposta suas fichas em carro elétrico que pode mudar a história da mobilidade.
A General Motors Corporation comemorou seu primeiro centenário na última terça-feira, 16. O evento que festejou a data teve o maior encontro mundial via satélite já visto na história da corporação. Um global broadcast reuniu presidentes de diversos países, incluindo o Brasil.
Se o evento não deixou de reverenciar cem anos de avanços tecnológicos, conquista de mercados, liderança histórica na indústria automobilística, teve como foco principal os próximos cem anos da corporação que, de maneira ousada, apresentou um novo modelo, o Chevrolet Volt, que representa uma mudança radical no conceito de automóvel.
O Volt, que começa a ser vendido inicialmente nos Estados Unidos em 2.010, é um carro elétrico e é a aposta da GM para permanecer tecnológica e comercialmente no topo da indústria nos próximos cem anos e foi apresentado em rede para todo o mundo pelo presidente mundial da General Motors, Rick Wagoner.
Carros elétricos não são praticamente uma novidade. No início do século passado, quando a indústria florescia, várias tecnologias foram testadas. Foram criados carros a vapor e elétricos que, em alguns anos, passaram a ser apenas referências exóticas de um mercado que passou a ser dominado pelos carros com motor a combustão interna movidos a gasolina e mais tarde também com diesel.
É essa hegemonia dos motores a combustão – ecologicamente incorretos e com o preço do petróleo cada vez mais caro – que a General Motors quer quebrar a partir do novo modelo, o primeiro de uma série de carros cada vez menos poluentes e dispendiosos.
“Nos próximos cem anos ocorrerão mudanças na tecnologia básica dos veículos e o líder será aquele que conseguir os sistemas mais avançados de propulsão. Precisamos reinventar o automóvel acessível aos consumidores”, disse Jaime Ardila, presidente da General Motors do Brasil e Mercosul.
A preocupação com uso de energias alternativas em veículos não é uma exclusividade da General Motors. A indústria automobilística mundial há anos vem lançando modelos experimentais, investindo principalmente em carros híbridos, veículos que têm dois propulsores, um elétrico e um a combustão, visando principalmente a baixa emissão de poluentes. O Toyota Prius é um modelo emblemático. Sucesso de vendas em Estados como a Califórnia, Estados Unidos, ele usa o motor elétrico alimentado por baterias em baixas velocidades e um motor 1.5 litro a gasolina em velocidades mais altas. O resultado é um consumo médio de 25,5 quilômetros por litro de gasolina.
Para Pedro Manuchakian, vice-presidente de Engenharia de Produtos da GM para a América Latina, África e Oceania, o novo tipo de propulsão do Volt vai mudar o rumo da indústria. O carro da marca Chevrolet segue o conceito E-REV, um carro elétrico com autonomia estendida. Trocando em miúdos, o propulsor do carro é elétrico, abastecido por baterias de lítio íon. Essas baterias, no entanto, além de recarregáveis em qualquer tomada de 110/220, são carregadas, quando necessário, por um alternador e um motor de 1 litro com turbocompressor, o que dá autonomia ao modelo.
Segundo Manuchakian, o carro tem um motor elétrico que gera 150 cv de potência, 370 Nm de torque instantâneo e autonomia para 64 km, sem necessitar acionar o motor movido a uma mistura de álcool com gasolina. O engenheiro informa que uma pesquisa relevou que 78% dos norte-americanos, por exemplo, andam menos de 64 km (40 milhas) por dia. “Nessas condições, o proprietário sai de casa, vai ao trabalho e volta sem gastar um centavo de gasolina. Ao chegar em casa, coloca a tomada do carro na tomada e dentro de 4 horas, se a voltagem for 220, a bateria estará recarregada. Ele só vai necessitar do funcionamento do motor a gasolina/álcool – que não interfere na propulsão do carro – no final de semana, quando for fazer uma viagem ou passeio mais longo. O gasto com energia elétrica será de 80 centavos de dólar por dia”. O carro, com isso, elimina o problema da baixa autonomia das baterias existentes hoje. O Volt, que deve chegar às lojas dos Estados Unidos em 2.010 atinge velocidade máxima de 160 km/h sem fazer barulho e com baixíssima emissão de poluentes.
Manuckakian lembra que esse é o caminho a ser seguido pela indústria pois hoje existem 820 milhões de veículos no mundo, número que deverá chegar a 1 bilhão em 2.020, o que aumentará muito o consumo de combustíveis fósseis e conseqüente emissão de poluentes, se motores alternativos não começarem a ser adotados pela indústria.



























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querido on 04/03/2009
Po veio altos carro mais sab né meu carro é melhor!!
já fiz um desses mais n gostei muito muito fuleiro n sei nem pq eu vendi a edeia pra v6! sak! então n plajei minhas edeias pq meu portuga é bom d+ pra v6! então faz outro carro q esse saiu de moda! ass: vc