Hoje, a dose é dupla. Vamos mostrar a importância da receita na venda de medicamentos — ou de venenos — e, em seguida, contar a aventura do Zé num galinheiro. Preparem-se, pois são histórias emocionantes, arrepiantes e chocantes (sem trocadilho). Vamos à primeira:
A receita
Numa pequena cidade do interior do Ceará, a mulher entra na farmácia e pede: “Por favor, eu quero um vidro de arsênico”. O farmacêutico, assustado, responde: “Mas… Não posso vender isso assim! Qual é a finalidade?”. “Matar meu marido!”. “Xiii, piorou! Não posso vender, de jeito nenhum!”. A mulher então abre a bolsa e tira uma fotografia do seu marido, na cama, comendo a mulher do farmacêutico. “Ah, bom! Com receita é outra coisa!”.
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Lairson, o Velho (by Clóvis Vicentino)
As aventura do Zé (ou da galinha?…)
Naquele dia, Zé tomou umas vinte a mais e foi dormir. Deu “boa noite” à sua mulher, e dormiu. Quando acordou, Zé se sentiu leve demais. Estranhando, levantou da cama e deu de cara com um sujeito barbudo: “Ei! Quem é você? O que tá fazendo no meu quarto?”.
“Eu sou São Pedro e você não está no seu quarto, está no céu”. Zé ficou desesperado. “Não é possível, eu não posso morrer! Por favor, São Pedro, faça eu voltar!”. O bom velhinho respondeu: “Meu filho, você só poderá voltar se for na forma de cadela ou galinha”.
Zé ficou pensativo. “Cadela é foda… Na época do cio, é aquela covardia, vários cachorros… Já a galinha… Eu nunca vi o pau do galo, deve ser pequeno…”. Assim pensando, respondeu rapidamente: “Eu quero voltar como galinha!”. E, num piscar de olhos, shazann! Zé se vê num galinheiro, olha para si e tem a confirmação.
“Caralho, virei galinha, mesmo!”. Quando olha nos arredores, vê o galo vindo na sua direção. “Putz! O que que eu faço agora?”. E o galo pergunta: “Você é nova aqui no galinheiro, certo?”. “Sim, sou sim”. “Bom, aqui só tem duas opções: ou você vai para a ala das reprodutoras ou para a ala das poedeiras”.
Zé raciocina: “Se eu for para a ala da reprodução, vou ter que dar para esse galo filho da puta. Mas, por outro lado, não sei botar ovo…”. Então diz: “Bom, seu galo, eu não sei botar ovo!”. E o galo prontamente se dispõe a ensinar o Zé (ou a galinha) a botar ovo. “Bom, o negócio é o seguinte: senta aí, levanta a asinha esquerda duas vezes e faz cocorocó!”.
Zé (ou a galinha) segue o conselho do galo e, PLOC, sai um ovo! Zé se empolga, tenta mais uma vez e, PLOC, sai outro ovo. “Porra! Tô começando a ficar bom nesse negócio!”. Quando Zé, empolgado, se prepara para botar outro ovo, ouve o grito da sua mulher: “Zéééé, acorda, seu filho da puta, bêbado do caralho! ‘Ce ta cagando na cama toda!”.
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Lairson, o Velho (by e-mail)







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